quarta-feira, 11 de setembro de 2013


E parece que a vida é pautada nesse tipo de cobrança enquanto nos enquadrar categóricamente. Enquanto feto: homem ou mulher? Enquanto homem: gay, hétero ou bissex? Comportamento: agir e vestir como homem ou como mulher? Na cama: Ativo, passivo, participativo, etc... Coisas essas que deveriam ficar numa ficha de acesso geral para poupar meu tempo e minha beleza de ficar explicando. Porque pra mim não faz muita diferença me definir dentro de um padrão. Acho até reducionista. Para os outros, facilita a forma de como seremos tratados, mas pera!As escolhas (se é que em algum momento fazemos alguma escolha dessas apenas a nossa vontade) nos colocam em lugares diferentes no mundo, direcionam a que “feudo” vamos pertencer, a que grupo de minorias estaremos fazendo parte e que direitos teremos cerceados, dependendo de onde estaremos, se poderemos usar roupa curta na rua, se poderemos usar qualquer roupa,  se poderei ou não sair de saltos na rua, se comprarei o enxoval do bebê azul ou rosa (pergunta se pode dar rosa para menino, As tias piram! Os pais podem interpretar como ofensa.)Eu penso em até que ponto minha homossexualidade é a minha opção sexual de fato. 

É  fato comprovado que sou gay. Mas também nunca me permiti o bastante viver coisas diferenciadas com mulheres. Nunca senti vontade e isso é um motivo básico para eu nunca ter ido pisar naquele terreno, porém fico pensando nessa coisa de a gente se delimitar dentro de uma cerca sexual. Como se a gente tivesse que escrever na testa o que somos pra facilitar para os outros nos entender e nos aceitar (ou não) colocando dentro da caixinha onde eles quiserem no que eles tangem como bom, mau, legal, escroto e tal. Porém me definir como bissexual me dá preguiça, só de explicar para os outros que mimimi prefiro homens mas gosto de me definir como bissexual blablabla, eu e alguns amigos estamos adotando uma ideia de "não há sexualidade" meio que opção sexual: pessoas - e vivendo a vida fazendo o que dá vontade, dentro do que aparece na nossa vida, com um tanto básico de juízo, lógico. Mas vivendo. E venho falar que me sinto melhor nessa coisa de não me colocar em uma fôrma. Na situação falo logo "sou gay" por preguiça de ter q explicar isso tudo pras pessoas. Só porque já nos predispomos a uma coisa só, não quer dizer que devemos manter as nossas mentes fechadas para as possibilidades do mundo.

Quanto a idéia de 'opção', os grupos que discutem as relações homoafetivas e grupos ativistas do movimento LGBTTs, sempre fazem questão de reafirmar que não é opção, mas sim orientação, mas e se for opção tbm, e se eu optei, qual o problema disso? Mesmo se for opção, qual o problema em a pessoa optar em se relacionar com pessoas do mesmo sexo, talvez, a recusa ao uso da palavra opção, é estar se justificando, implorando uma aceitação/perdão que não deve ser implorada, afinal de contas ngm deveria interferir nas escolhas e opções de cada um, referente à sua sexualidade e na opção de com quem e de qual gênero cada um tenha que se relacionar. Infelizmente, vivemos em um ambiente que hostiliza os diferentes e a busca por uma naturalização biológica seja o caminho, tipo eu nasci assim, eu cresci assim e vou ser sempre assim Gabriela... mas nascendo assim ou optando em se relacionar com pessoas do mesmo sexo, ngm deveria ter que justificar suas escolhas e seu interesse sexual em generos similares ou diferentes, afinal de contas,  cada um q tome conta do seu xibiu, do seu fiofó e da sua piroca! 

E pensando bem, amigue, existe em certo momento uma opção. Escolhemos viver ou não nossa sexualidade. Durante séculos as pessoas homoafetivas foram reprimidas, viviam escondidas em celibatos e casamentos de fachada. Hoje podemos, ainda com muito sofrimento e luta, assumir nossa orientação. Então escolhemos (ou não) romper com a opressão. Quando te perguntarem - Qual é a sua opção sexual?" - responda: liberdade! 

Enquanto não se vê todos esses grupos em que somos jogados de forma igual, com igualdade de direitos e condições de existência plena, seremos sim obrigados a buscar os nossos direitos e enfrentar quem fica “cagando regras” sobre usos e costumes e nos afirmar enquanto diferentes, enquanto seres existentes e sair desse estado de invisibilidade social. O mundo ainda não está preparado. Falta educação. Mimimi.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Antes de ler esse post entenda >>> somos completamente a favor da liberdade religiosa, como forma de viver e expressar sua religiosidade. Porém entendemos que religião e Estado não podem andar de mãos dadas, e repudiamos a influência da igreja católica, assim como de qualquer outra religião, nas decisões que dizem respeito a direitos civis.

E aí que o papa tá chegando nessa terra brazilis. Você, que não é católico, deve pensar: ok, vulvinha, e o que eu tenho com isso? Bem, amigue, você não deveria ter nada a ver, mas infelizmente não é tão simples. Ainda que a gente não siga a fé católica, ela insiste em querer enfiar sua cruz goela abaixo.



A igreja representa uma entidade completamente retrógrada, que não acompanhou o desenvolvimento social e pior, luta contra o avanço e a conquista de direitos civis e sociais. Suas atitudes acabam por reforçar o sofrimento sofrido por pessoas ao redor do mundo, e sua grande influência política faz com que importantes questões sejam encaradas do ponto de vista espiritual, ao invés de serem tratadas como direitos humanos.

A igreja e o aborto

O aborto é a quarta causa de mortalidade materna no Brasil. Poderíamos citar uma série de dados estatísticos sobre o número de abortos que são feitos, o número de mortes de mulheres em decorrência do aborto, o tratamento desumano dado a essas mulheres que abortam e procuram hospitais por alguma complicação. Enfim, o sofrimento é enorme. E mesmo sabendo de tudo isso, continuamos a colocar a vida do feto acima da vida da mulher. Um exemplo disso é o famigerado estatuto do nascituro, que entre outros absurdos, propõe que a mulher dê continuidade a gravidez em casos de estupro. Vale lembrar que hoje, no Brasil, o aborto é permitido em casos de estupro, de feto anencefálico  e quando representa risco de vida para a mulher. Os “pró-vida” querem mudar isso, pois para eles não importa se a mulher está bem, o que importa é que o feto venha a nascer.

Como alguém se intitula pró vida se não tá nem aí pra vida da mulher? Se deseja que ela dê continuidade a uma gravidez que pode causar sua própria morte? Será que esses pró vida tem noção da dor psicológica que é ser violentada sexualmente? Acredito que não, pois eles
desejam que mesmo tenso sido violentada, agredida, humilhada, ainda que esteja abalada psicologicamente, ela dê continuidade à gestação de um filho do homem que a estuprou!

O fato é que todas essas ações tem o apoio integral da igreja católica. Podemos citar alguns casos, como a menina de 9 anos em Pernambuco que foi violentada pelo seu padrasto e ficou grávida. A igreja simplesmente excomungou a mãe e os médicos que interromperam a gravidez. A igreja queria que uma menina de 9 ANOS desse continuidade em uma gestação de gêmeos! O corpo daquela menina não estava pronto para aquilo, a cabeça dela não estava pronta, ela sofria riscos de vida, e ainda assim o que importava era a vida do feto, fruto de uma violência! É demais pra mim, gente.

Mais recentemente é o da menina no Chile, que foi violentada por anos pelo padrasto, engravidou dele aos 11 anos. E aí que a menina chega e diz que quer manter a gestação, e a galera acha lindo e um exemplo de maturidade. Sim, você leu corretamente. O governo elogiou a decisão de menina e disse que é contra qualquer tipo de aborto, inclusive aqueles em caso de estupro ou perigo à mãe, e a decisão do governo foi endossada por quem? Ah rá, igreja católica!

Igreja e a comunidade LGBT

No ano passado, o até então papa Bento XVI disse que o casamento homossexual é uma ameaça a humanidade. Isso causou a ira das pessoas que defendem os direitos humanos. Muitxs católicxs diziam: é apenas a nossa crença, vocês não devem se importar tanto.

Bem gente, mais uma vez não podemos negar que o papa é um símbolo muito forte no mundo, e suas declarações não são somente palavras, mas sim discurso de poder. Não podemos

ignorar que existem lugares no mundo onde ser gay literalmente é motivo pra você morrer.

Existem muitos países onde a homossexualidade e as pessoas trans são penalizadas com reclusão, chibatada, apedrejamento, morte, etc. Tudo isso não somente nos costumes sociais, mas também na legislação! No Brasil vemos uma onda de conservadorismo, com propostas de cura gay e uma influência cada vez mais do cristianismo nas decisões do Estado, barrando importantes conquistas de direitos civis LGBT.

Ignorar que o discurso do papa causa mais ódio, mais sofrimento, mais discriminação é leviano! Em cada país em que xs homossexuais/trangênerxs sofrem perseguição, após essa declaração com certeza a vida deles piorou bastante.
  


E aí que a tia Vulva escreveu tudo isso pra dizer que a visita do Papa nos afeta sim. Isso porque nem falamos dos gastos públicos com a visita dele. Mas o fato é que, sendo você católicx ou não, essa visita te afeta. E se nos afeta, temos o direito de participar dela da forma que acharmos válida. Por isso, estamos divulgando:

Hoje, segunda-feira (22/07): beijaço LGBT durante o discurso do papa no palácio Guanabara. A mobilização será feita a partir das 14 horas no Largo do Machado. O grupo que organiza o beijaço já tem uma lista de advogadxs que poderão prestar apoio. Vamos ser medo de beijar!


Sexta-feira (26/07): ato “Toda nudez será permitida”. Descrição do evento:
Vamos tomar banho em copacabana fazendo topless na JMJ.Todas vadixs de peito de fora caminhando nas areias de copacabana no dia do PAPA IN RIO.Esse local é a décadas conhecido como a praia LGBTTQIS e como PRAIA DA BOLSA onde as trans mulheres sempre fizeram e fazem topless.
Quer coisa mais maravilinda? Vamos todxs juntxs! Concentração por volta das 15 horas. Clique aqui para ver o evento no facebook.

Sábado (27/07): Marcha das vadiaaaaas! Em Copacabana, posto 5, a partir das 13 horas. Evento com tudo explicadinho aqui.


Tirem essa cruz da nossa vulva, do nosso corpo, da nossa sexualidade, do nosso útero!

terça-feira, 16 de julho de 2013

É interessante acompanhar certas noticias e ver como tem gente que se valoriza usando o sexo como moeda de troca. Objetifica o corpo e coloca o sexo como uma mercadoria e o 'meu' valor se dá de acordo com a dificuldade ou facilidade com a qual eu me rendo aos meus prazeres e necessidades 'carnais' [HMMMM adoro churrasco e linguiça]. Se eu aprendi a domar minhas necessidades eu tenho em minhas mãos um grande objeto de troca e valho muito no mercado dos relacionamentos cristãos.
Para esse tipo de pessoa, não é a forma que eu me relaciono com as pessoas, nem minha interação com mundo de uma forma socialmente positiva e ética que determina meu valor/meu caráter [td put@, viad@ e pedagog@], mas sim o quanto eu consigo negligenciar minhas necessidades sexuais e negociá-la em troca de um relacionamento ou mesmo status social, sendo por assim dizer uma 'dama'. {se tratando de homens estes estão liberados a explorar suas necessidades sexuais e se não o fizerem é que serão taxados de termos q os 'desqualificam moralmente'}.
Isso implica em muitas coisas, afinal de contas, cada um tem/sente necessidades físicas, biológicas e sexuais de forma variável e individual. Assim como algumas pessoas gostam mais de doce e outras gostam mais de salgado, algumas pessoas têm maior interesse em exercer sua sexualidade de forma mais ativa do q outras e isso não significa que os diferentes perfis tem algum desvio de conduta moral e ética, ou que sejam doentes ou qq coisa do tipo...as vezes é só o mapa astral da pessoa... vai saber [risos] 

domingo, 30 de junho de 2013

Bom dia, boa tarde e boa noite queridx visitante! A Vulva de hoje vem soltar oscachorro, então se prepare para desabafo, confusão e gritaria. Nosso post de hoje é uma cartinha para o Feliciano. Como não sabemos qual é a caixa postal do dito cujo, enviamos por aqui na esperança de que ele leia.

Caro Feliciano,

Aliás, caro não que eu to bolada contigo.

Feliciano,
Tudo bom com você? Não me importo com a resposta. Aqui quem vos escreve é Vulva Fúcsia, blog/programa sobre sexualidade e comportamento. Estamos no facebook, no twitter, temos um blog e vendemos Yakult em casa de família. Estamos escrevendo pra poder bater um papinho contigo.

Queridõam, CURA GAY? Maquemerda é essa? Você despirocou de vez, ou tomou ácido demais? Gata sai dessa onda, que tá perigosa.

Primeiro a gente queria perguntar se você sabe que a homossexualidade não é mais considerada doença. Você sabe que desde a década de 1970 as organizações de psiquiatria, psicologia e de saúde em geral vem retirando a homossexualidade da lista de distúrbios ou doenças né? Porque, tipo, essa informação é básica pra gente começar esse fuzuê.

Você sabe. Tá até na Wikipédia, você tem que saber. Prefiro acreditar que você sabe, porque ser tão ignorante sobre esse assunto, já que você o colocou em pauta na comissão de direitos humanos, seria imperdoável.

Ok, passamos pelo ponto 1. Você sabe que não existe base científica para nenhum tratamento de reversão da homossexualidade. Aliás, você sabe que psicologia é uma ciência né? Você sabe que ciência e religião são coisas distintas, não sabe? Então, se psicologia é uma ciência, e não existe base científica para cura gay, porque diabos você acha que os psicólogos devem curar gays?

ImageToda ciência é acompanhada de uma vasta produção científica. Na medicina, pra você desenvolver um novo tratamento tem que fazer um estudo completo, analisar todos os aspectos, colocar pra debate, o conselho de medicina tem que analisar e aprovar tudo e blá blá blá. Magina se um médico surge do nada e diz que tem um tratamento pro câncer que envolve misturar abacate com óleo de babosa, uma pitada de coentro e 2 gotas de pimenta dedo de moça? E aí ele começa a tratar as pessoas que tem câncer com essa receita. Na hora todos nós o chamaríamos de charlatão, num é? Porque é isso que ele seria! Ele fez um estudo que levasse em conta o que já foi descoberto sobre o câncer? Ele se preocupou em analisar outros estudos para que pudesse desenvolver um novo tratamento? Ele fez experimentos para confirmar se existe alguma porcentagem de eficácia no tratamento dele? Neca de pitibiriba.

E por que na psicologia seria diferente? Pense você num psicólogo. Aí esse psicólogo acha que desenvolveu um novo tratamento para a depressão. Ele desenvolveu uma técnica que junta deixar a pessoa trancada com 10 gatos, 5 cachorros e 3 galinhas por 5 horas, uma vez por semana, ouvindo o cd da Anitta. Ele jura de pés juntos que o tratamento da certo, e começa a atender pessoas que sofrem de depressão e a trata-las dessa maneira. Você acharia errado que o Conselho de Psicologia intervisse e proibisse que esse psicólogo tratasse pessoas assim? Tenho certeza que não.

“Ah, Vulva, mas se a pessoa quis ser tratada com aquele cara mesmo sabendo que o tratamento dele é assim, então tem que deixar!” Você é só imbecil ou é imbecil e idiota? Uma pessoa que procura um psicólogo está, em certo ponto, abalada emocionalmente ou psicologicamente. Essa pessoa quer ajuda. O que lhe oferecerem talvez ela aceite, porque o que lhe importa é acabar com o sofrimento psíquico que está passando. Essa pessoa merece ser atendida por alguém que saiba o que está fazendo, que respeite um código de ética que foi construído por psicólogos, por alguém que tenha responsabilidade com o tratamento que dispensa aos seus pacientes.

Trazendo tudo isso pro nosso papo, eu sei que existem pessoas que procuram psicólogos pois sofrem por serem gays. Isso é um fato, e nenhum psicólogo pode se negar a atender qualquer pessoa (isso também tá no código de ética). O que esse psicólogo não pode é propor um tratamento para a homossexualidade pois ela não é doença. Esse psicólogo pode sim tratar essa pessoa, ajudando-lhe a compreender seus desejos, a compreender as pressões sociais que sofremos, sem nenhum tipo de julgamento moral. Se o psicólogo acha que ser homossexual é errado, esse seu pensamento não pode impregnar sua prática. Ele precisa tratar a pessoa para que ela supere seus sofrimentos, compreenda seus sentimentos.

Enfim, seu Feliciano, a gente tá puta contigo. Achamos isso uma puta falta de sacanagem! Você sabe o sofrimento que esse tipo de tratamento pode causar nas pessoas? Você ficou sabendo que esses dias a fundação Exodus (uma que promovia tratamentos de reversão da homossexualidade) lá dos states fechou as portas, e seu principal fundador informou que durante os 40 anos de funcionamento da fundação ele JAMAIS deixou de sentir desejo por pessoas do mesmo sexo? Ele até pediu desculpas à todas as pessoas que sofreram por conta dos tratamentos, admitindo que ninguém deixa de ser gay.
O que você quer, Feliciano, é que as pessoas reprimam seu desejo. Você sabe que não tem como uma pessoa gay deixar de sentir desejo por pessoas do mesmo sexo, mas você quer que elas escondam isso delas mesmo. Que elas se casem, tenham filhos, pra alimentar a tal família tradicional que você jura que ainda existe. E tudo isso por que? Porque é o que você acredita que o seu Deus quer. E aí você quer conseguir isso com uma lei, num Estado (que deveria ser) laico. Puta que pariu hein?

Esperamos que você acorde amanhã, olhe pro céu e seja acometido por uma enorme dor de barriga a ponto de deixar seu cu assado, pra ver se você para de se preocupar com o cu dos outros.

Passar bem.
.
.

Aliás, passar muito mal!



domingo, 23 de junho de 2013


Hey pepow, 
esperamos que todos estejam bem, esperamos mesmo, principalmente a galera que tem aderido as manifestações das últimas semanas no país inteiro!
Nós do Vulva Fúcsia não estamos alheios a todos esses acontecimentos, e, como dito na nossa última postagem: TODA REVOLUÇÃO ESTÁ ENTRELAÇADA ENTRE SI.
Por mais que esse blog, o programa de rádio e os nossos vídeos tenham como pauta e discussão principal assuntos voltados à sexualidade, questões de genero e opressão, não estamos alheios e nem indiferentes a tudo que vem acontecendo, sobretudo no estado Rio de Janeiro. 
As manifestações que tiveram início em SP e no RJ como pauta a revogação  do aumento das passagens de ônibus, hj se tornou um ato 'mobilizado' por reinvindicações tão plurais que as vezes acho que precisamos encontrar a bussóla p reencontrar o norte e continaurmos seguindo em marcha na caminhada.
Nesta última quinta-feira (20-06-2013), alguns de nós do Vulva Fúcsia estivemos presentes no ato que aconteceu aqui no Rio de Janeiro. O ato que reuniu um 'mar de gente' que saiu da Candelária rumando à prefeitura da cidade pela Av. Pres. Vargas teve um fim, como mostrado na tv,  extremamente violento, sim violento principalemte por parte da polícia. A tv tem insistindo em mostrar de forma exaustiva a ação dos "vândalos e baderneiros", nós que estivemos lá e vimos na verdade a ação truculenta da polícia aos manifestantes, podemos afirmar que grande parte do acontecido foi na verdade o resultado de uma ação e reação. A mídia que pede para que as pessoas saiam de casa 'pacificamente'  e de forma 'ordeira', não dá o mesmo ar sensacionalista a ação fascista do governo do estado e da polícia que agiu de forma irresponsável com todos os manifestantes, pedem para que as pessoas não se misturem para que a polícia possa conseguir identificar os q promovem a 'perturbação da ordem', mas a polícia em momento algum fez questão de diferenciar, foi tiro, porrada e bomba p todo mundo e para todo o lado, vimos as pessoas coagidas e encurraladas, sem oferecer nenhum perigo e resistência, até pq a grande multidão nos primeiros ataques das bombas recuou em direção à central, tentando fugir do que estaria por vir, enquanto isso a polícia saiu tacando bomba como se fossemos todos um bando de baratas a ser exterminadas por inseticida.
Isso mostra a verdadeira intenção da mídia ao mudar sua postura em relação às manifestações: o suposto apoio serve aos interesses do Estado ao justificar a ação truculenta da polícia ao expor cansativamente os tais atos de "vandalismo". Como se por esse motivo a polícia tivesse carta branca para sair por aí atacando e agredindo as pessoas.
Mais uma vez salientamos aquilo que a mídia não tem mostrado, a truculência de alguns policiais, o perfil ao qual ela tem direcionado os fatos de acordo com seus interesses e os interesses ao qual atende, os grupos que estão no poder atualmente. Ter uma base, discutir qual o próximo passo vai nos evitar transtornos, porque, ao nosso ver, a manifestação é para melhorar o Brasil e não pra levá-lo de volta a idade da pedra, digo, ditadura.
E infelizmente a direita, com a ajuda da mídia, está querendo tomar o controle do movimento, atropelando todas as questões que os grupos sociais já vinham lutando há muito tempo! O gigante não acordou, pois os movimentos de esquerda sempre estiveram na luta, nas ruas, sendo chamados de arruaceiros, e com a mídia sempre reduzindo essas lutas ao trânsito congestionado. Quem talvez tenha saído da inércia é uma grande parte da população que não percebia a importância do papel do povo na política, porém sair da inércia sem minimamente saber o que já acontece é um tanto vazio.
Antes de passarmos adiante oq é veiculado por parte da mídia burguesa, devemos analisar oq de fato é verdade e quais os jogos de interesses estão em campo, quem está sendo defendido e quem é o verdadeiro oprimido.
Eu como cidadãx brasileirx sou vandalizada todos os dias, eu como brasileirx me sinto depredada quando não tenho um atendimento adequado nos hospitais públicos, eu como cidadã brasileirx tbm sofro com os problemas da falta de uma escola pública de qualidade e eu como cidadã brasileirx tbm faço parte do patrimônio dessa nação e desse país.
Os setores públicos dizem estar empenhados em defender o patrimônio público e privado durante as manifestações, agora que os mesmos setores se empenhem em zelar por todos nós.
E p finalizar "Revolta não é vandalismo", como bem disse o jornalista Boechat.


"A imprensa é tão poderosa no seu papel de construção de imagem que pode fazer um criminoso parecer que ele é a vítima e fazer a vítima parecer que ela é o criminoso. Esta é a imprensa, uma imprensa irresponsável. Se você não for cuidadoso, os jornais terão você odiando as pessoas que estão sendo oprimidas e amando as pessoas que estão fazendo a opressão."

-Malcolm X

domingo, 16 de junho de 2013

E eis que Titia Vulva está acompanhando as manifestações ocorridas essa semana,  olhando em especial as daqui do Rio de Janeiro, e está estarrecida com as reações bruscas da polícia em relação aos manifestantes. Acompanhando também a grande mídia completamente omissa e distorcendo fatos, em vez de apurar todos os fatos, com parcialidade (o que não nos surpreende).

“Mas Titia, o que isso tem haver com sexualidade, sexo e saúde?”

Polícia tacando bombas de gás lacrimogênio em manifestantes,  próximos à Quinta da Boa Vista – hoje (16/06/2013)
Toda revolução está entrelaçada entre si. O mesmo Estado que aprova um aumento de R$0,20 na sua passagem é o mesmo que aprova o estatuto do Nascituro,  que não aprova leis que protege minorias, que diminuem sua aposentadoria, que aprovam milhões de reais para construções de estádios para a Copa que de longe não são a prioridade da população. 

Nesse domingo, estamos acompanhando pela internet  toda violência da PM aos manifestantes nas localidades próximas do maracanã, no ato contra o aumento do custo de vida nas cidades sedes da Copa e em favor de mais recursos para Saúde e Educação. Segundo manifestantes, a PM até mesmo trancou todos que estavam dentro da Quinta da Boa Vista.  Outro grupo foi encurralado dentro do metrô, as câmeras da CET-RIO foram desligadas para que não pudéssemos acompanhar em tempo real a movimentação local, as rádios Bandeirantes e CBN tiveram sinal cortado (por ordem da FIFA) para que não pudessem fazer a cobertura da manifestação, e repressão, perseguição, violência...


Repórter da CBN chorando na manifestação  tentando fazer a cobertura ao vivo - https://soundcloud.com/didiraja/reporter-da-cbn-chorando-ao

O papel da grande mídia, a tv em especial, tem sido focalizar e se ater aos casos que ela 'julga' como vandalismo, baderna e etc. tentando dessa forma desmobilizar as pessoas e ñ aglutinar apoiadores p causa, mas graças as mídias 'informais' que dispomos hj em dia, conseguimos ampliar as discussões e mostrar as várias faces e verdades das notícias e dos acontecimentos. A polícia é o braço armado do Estado e o Estado mais uma vez deixa claro a quem serve, não é a mim, não é a vc q pega ônibus, que precisa dos hospitais e escolas públicas.

É claro que essa reação dos órgãos controladores da informação deixam claras as intenções de quem está no poder. Que a última delas é o bem estar da população. Por isso, nós do Vulva Fúcsia estamos no apoio, usando a ferramenta que temos (este blog e nossas redes sociais) para expor nosso posicionamento frente a esses acontecimentos.

um ps sobre vandalismo: E aos que dizem q são apenas um bando de vândalos que depredam o patrimônio, queria dizer que o maior patrimônio do país é o seu povo e esse tem sido vandalizado a anos e décadas pelos nossos governantes.

E a guerra civil prossegue... E como disse a nossa presidenta sobre os ocorridos: "Que comece a Copa das Confederações"!

terça-feira, 11 de junho de 2013

Olá habitantes deste planeta incoerente, que é chamado de Terra mas tem muito mais água. Vamos sacudir a poeira desse corpo porque dia d@s namorad@s é amanhã e você ainda não comprou o perfume da Jequiti pra presentear seu amor!

Eu estava vendo a novela esses dias (não me pergunte qual, apenas parei em frente a TV e tava passando) e ouvi uma expressão popular que já escutei várias vezes na vida, mas por algum motivo naquele momento me chamou atenção: “Mulher gosta de ser bem tratada”.



Todo mundo já ouviu isso alguma vez né? Passa batido, parece até algo carinhoso, não? Pois é, como muitas expressões populares, essa também carrega uma visão conservadora e no mínimo machista.
“Mas dona Vulva, a expressão diz até que as mulheres devem ser bem tratadas! Você tá vendo coisa onde não tem, tá ficando paranoica!” Será mesmo?

Primeiro vamos nos perguntar por que “mulher” e não qualquer pessoa. Somente as mulheres gostam de serem bem tratadas? Homens não gostam? Esse é o tipo de cavelheirismo escroto que ensina que mulheres são seres frágeis, e que devem ser tratadas com cuidado, amor, pois são sensíveis. E o homem? Este tem que ser forte, seguro, firme.

Agora vamos analisar o contexto em que essa fala geralmente é usada. Na cena da novela, uma mulher encoraja um homem a entregar flores a sua amada como forma de pedir desculpas, e isso daria resultado porque mulher gosta de ser bem tratada. O bom tratamento exposto é mandar flores. Sim amigues, porque tratar a mulher bem é dar presentes, compra-la! Tratar a mulher bem é levar pra viajar, pagar a conta, dar uma joia. Afinal, a mulher precisa de algum bem material pra se sentir especial, não é? Percebem a visão machista dessa expressão?

O que é tratar bem alguém? Seria agir com respeito, reconhecer a dignidade daquela pessoa, trata-la da
mesma forma como gostaria que ela te tratasse? Sim, se a gente falar de forma genérica é essa ideia que vem a cabeça. Mas como é tratar uma mulher bem? Na mesma hora pensamos em: levar a um restaurante caro, viajar pra algum lugar legal, dar um anel de diamante, propor casamento, etc e tal. Isso é machismo purinho!

Essa fala serve pra mostrar o quanto a gente repete algumas expressões sem perceber o tipo de visão que ela reforça. “Ah, então a mulher não deve ser bem tratada?” Claro que deve, assim como qualquer pessoa nesse mundão! Devemos tratar todos de forma igual, e não tratar as mulheres bem porque consideramos elas inferiores, sensíveis, que precisam de alguém forte ao lado pra se sentir segura. No caso da situação da novela, o cara poderia ir lá e pedir desculpas pelo que fez, ou se não fez que fosse lá esclarecer a situação. Enfim, que ele fosse conversar com a mulher, assim como faria com um amigo, com seu chefe, com um colega de trabalho. Ao surgir um desentendimento, procuramos resolve-lo, simplesmente. Não vejo um cara mandar entregar flores pro seu amigo porque no dia anterior os dois discutiram por causa de futebol. Por que a mulher precisaria das flores pra poder resolver a situação?

Enfim, tudo isso é pra você refletir sobre esse cavalheirismo que esconde um machismo profundo, e comemorar de forma bacana com sua/seu companheir@ esse dia d@s namorad@s. Beijos dasvulva!

segunda-feira, 10 de junho de 2013




**~~PROMOÇÃO~~**

Gent, tá na hora de compartilhar e ganhar essas lyndra camisa da titia Vulva! Para participar basta seguir todos os passos abaixo e vc estará concorrendo a uma camisa com a estampa da nossa mascote vulvinha. Siga os passos abaixo:

1) Compartilhe PUBLICAMENTE essa foto no seu mural com o comentário: “Estou concorrendo a camisa sensualizante da Vulva Fúcsia!”

2) Curta nossa página: https://www.facebook.com/vulvafucsia

3) Adicione nosso perfilhttps://www.facebook.com/perfilvulvafucsia

Tem que seguir todas as regras e nós vamos conferir!


Boa sorte seus lindos!


segunda-feira, 3 de junho de 2013


Certa vez assistindo a um documentário no Multirio, que trazia o histórico da instituição família, me deparei com um fato interessante relacionado a noção e manutenção dessa instituição tão defendida pelos comentaristas de notícias sobre LGBTT's.
O documentário falava que nos EUA a família era defendida pelos setores governistas pq ela era responsável pela manutenção da ordem, ou seja, a família era/seria um instrumento para que o estado ñ tivesse que se preocupar com formação moral das pessoas TUDO! Afinal de contas é da família que provém o papel da educação e a noção de conceitos éticos e morais, juntamente com a religião.
Pois bem, o conceito de família nuclear burguesa [essa que conhecemos hj com pai, filho, mãe, cachorro, papagaio e periquito] nasce tbm como parte do fortalecimento do capitalismo, onde essa família passa a ser propriedade do progenitor, no caso o pai, que deve mantê-la economicamente, enquanto o papel da mãe é o de garantir a educação dos filhos.
Como alguns de vcs jah devem ter percebido, nos últimos anos o papel da mulher na sociedade não resume-se apenas no de 'dona de casa', hj a mulher tbm trabalha e agrega múltiplas funções socialmente e economicamente falando. Hj a mulher tem que desempenhar a tarefa de ser mãe, esposa e além de tudo ter uma carreira sólida e ser bem sucedida, e, poucos são os homens que dividem esse 'fardo' com as suas companheiras.
Agora vc pode se perguntar: Mas onde a Vulva quer chegar com esse trelele todo?
Então, nós do Vulva Fúcsia, além de sermos lindos, maravilhosos, sensual seduction e bloggers, tbm somos pedagogos. Consequentemente lidamos com os filhos dessa família nuclear burguesa contemporânea, e, o que pode-se dizer do trabalho dessa família capenga na educação dos seus rebentos, é que ela não dá mais conta do seu 'dever social' a algum tempo.
Já que os pais não tem tempo ou mesmo habilidade para o papel de instruir seus filhos e a igreja abriu mão dessa função ou não alcança mais grande parte [to pensando a respeito disso ainda p tirar minha conclusão],  sobrecai sobre a escola a função de passar conhecimento cientifico, moral, ético, lavar a mão antes das refeições, não cuspir no chão e etc. E a escola, meus amigos, não dá conta.
O que acho interessante nesses comentaristas de notícias sobre LGBTT's é a sua devoção por essa instituição família e a luta pela manutenção da mesma, nos moldes e padrões atuais/passado. Só acho uma pena que os filhos dos mesmos sejam incapazes de respeitar aos professores, aos amigos, e ñ terem muito bem claro em suas cabeças o fato de que bons modos vem de casa. Talvez pq os mesmos ao invés de estarem desempenhando seu papel na cadeia ramificada familiar estejam em fóruns ofendendo os LGBTT's e mulheres que não seguem o padrão social estabelecido para a manutenção do capitalismo!
Bjos e até a próxima pessoal!

quinta-feira, 30 de maio de 2013


E aí 10 entre 10 amigues do Vulva Fúcsia pensam, onde as Vulva vai ralar as Vulva nos fins de semana? Bem amigues, Possivelmente numa festa desse dj maravilhoso, agora também amigo querido, Dj Lindote (carinhosamente Lindoth com h no final)! Que toca nas festas mais lindas da noite carioca...  Agent tá sempre lá, porque o babado musical é certo, independente do ritmo musical, apesar de cad@ um@ de nós ter noss@s preferências... E ele é um cara eclético, tem uma festa para cada vibe nossa, desde rock, passando pelo mpb, o trash, pop, alternativo...
Ele também adianta pra nós o que poderá acontecer na tão aguardada Bagaceira especial de Dia nos Namorados que vai rolar dia 7 de junho, na qual ele promete fazer o possível pra desencalhar todo mundo! Que será que ele pretende? #mistério
 Enfim, chega de enrolation, vamo pra interviéu(sic): 
Vulva: Beeeem, eh, deu branco! Não conseguimos pensar em perguntas pera...
Lindoth: Que isso, gente. Podem mandar pq eu tô preparado, haha!
Vulva: Você trabalha em festas diversificadas, de festas de mpb como a Cadê Tereza, outras para o público mais alternativo e a festas mais populares como a Bagaceira, que é um enorme sucesso. Em quais destas festas você vê um público mais disposto a sai pro "crime"?
Lindoth: Ah, acho que na Bagaceira. Por ser uma festa totalmente democrático, tudo pode acontecer. De qualquer forma, vejo o povo "indo pro crime" em todas as minhas festas. Tendo proporcionar um clima bom para todos se sentirem à vontade e, assim, fazerem o que derem na telha. 
Vulva: Fale-nos sobre todos os seus projetos atuais, as festas que você tem trabalhado! Esse espaço é seu!
Lindoth: Então pessoal, eu tento atacar em vários estilos. Apesar de respeitar, não curto a onda de fazer 3, 4 festas iguais. Não faz sentido na minha cabeça! Atualmente tenho colocado muitas fichas na Safadinha, a minha festa de funk (estilo muito pedido pelo público da Bagaceira mas que rola pouco relativamente, pq temos que abranger muitos ritmos musicais) e em um outro projeto bem nos arcos da Lapa, com um visual incrível. Se preparem porque julho chegará com novidades Lindoteanas!
Ah, mais uma coisinha: talvez a Bagaceira apareça de casa nova. Em breve, novidades...
Vulva: Como surgiu a idéia para a festa Bagaceira? Eu sei que quando vou eu nem consigo dançar porque a festa é um sucesso, sempre cheia de gente querendo curtir o que houve de trash nos anos 80/90/00 e o que ainda há de trash no mundo musical. Agora a gente já vê algumas festas com os temas parecidos, depois da Bagaceira. A idéia foi um sucesso, tanto que está sendo mega copiada né?
Lindoth: Putz MUITO COPIADA! Eu fico meio bolado com isso, mas ao mesmo tempo com orgulho. O foda é que o povo copia tão na cara de pau que os nomes são muito, MUITO parecidos! Tem uma festa em São Paulo com o nome de BAGAÇA! Cópia descarada! Enfim, isso prova que é um sucesso, né?! Agora eu quero ver se elas tem algum DJ que é LINDO até no nome! =P
Vulva: E na cabine de Dj, rolam muitas abordagens, cantadas ou você separa trabalho e prazer? Se é que tem como separar uma coisa da outra nessa vida (nós do Vulva não seríamos profissionais o suficiente para isso) rs
Lindoth: Olha, quando eu falo ninguém acredita: eu quase não pego ninguém nas festas. É que eu fico muito focado no trabalho! Ao contrário da maioria dos produtores e DJ's dos lugares que toco, eu realmente vivo disso. Abandonei a minha vida de jornalista pra me dedicar integralmente a essa vida que tanto amo. Logo, não levo tudo na fanfarra! Ah, mas se eu falar que eu nunca fico com ninguém é mentira, hehe. Mas mesmo quando faço, é discretamente. Sobre a cabine, rolam muitas cantadas, sim. Apesar disso, eu percebo quando estão dando mole só porque eu sou o DJ e (é, eu sei que vocês não acreditar, haha) não curto isso, não. Claro que já peguei meninas assim, mas evito porque acho até triste. Eu sou um amante a moda antiga! =P 
Vulva: Nenhuma pegação na noite é garantida, isso é fato... tá
Até mesmo @ boy/girl mais banhado de mel volta sozinh@ pra house, alguma vez na vida, mas temos percebido que essa tem sido a realidade de muita gente em muitas festas. A que você atribui isso? o medo das pessoas tomarem um toco? falta de coragem? Será que ainda existe essa conversinha fiada de “se valorizar”, na sua opinião? Ou o tipico 'só vim p curtir a música e dançar' é veridico nessas festas?!
Lindoth: Bom, não sei ao certo. Eu conheço muita gente que passa o rodo nas minhas festas, hein! Acho que depende muita da pessoa ser mais cara de pau, sem travação. Como eu sou muito travado, muitas vezes volto "liso" porque deixo de chegar exatamente por medo de toco. É, faço 30 anos esse ano e ainda passo por isso! Tosco, né? Enfim, acho que a boa pra quem quer pegar mais gente é ser mais audaz, chegar na lata mesmo. Mas aquela máxima, né: faça o que eu digo, não faça o que eu faço! 
Vulva: Você confidenciou a nós, Vulvas, que na próxima Bagaceira especial de Dia dos Namorados ninguém vai sair solteiro. Será que você pode nos adiantar o que está rolando nessa sua kbcinha pra desencalhar esse povo todo? Qual vai ser a mágica?(me preparando para ir!)
 Lindoth: Olha, eu sempre penso nas ideias mais esdrúxulas pra Bagaça, e costumam dar certo, hein! Posso adiantar que teremos cupidos rodando pela festa, num estilo parecido com o famoso "correio do "amor". Não posso obrigar ninguém a pegar ninguém, mas que tentarei ajudar, tentarei!
Vulva: Tem algumas dicas pro povo que tá na secura desencalhar? Será que o povo faz a linha decorador, desses que valoriza a beleza inter ior, ou o povo tá mais preocupado com a fachada mesmo?
Lindoth: Acho que a fachada conta muito no começo da festa. Lá pras 3h da matina, o povo não liga muito pra isso não, principalmente na Bagaceira. Não sei qual a linha que esse povo mantém, mas repito o que já tinha falado: a boa é chegar firme mesmo. Afinal, o não nós já temos, né?! 
Vulva: Como você sabe, nós somos um blog de sexo, sexualidade, comportamento, prazer e tudo relacionado. Então... Conte-nos alguma aventura sexual, algo que foi marcante para você nesse ponto, uma experiência sua (que você possa dividir conosco, claro...)
Lindoth: Olha, uma vez eu fui num show do Marylin Manson na Fundição Progresso, e no mesmo dia rolou uma festa pós-show. Enfim, colocaram um dark room lá. Resumindo a história: fiquei com uma menina e fui pro tal "quarto escuro"...quando estava recebendo um sexo oral (e de olho fechado), sinto alguém me cutucando...era um segurança! O cara começou a falar que ali não era lugar pra isso, sendo que quase não dava pra ver o cara! A menina ficou toda sem graça, e eu fiquei argumentando "cara, você tá por fora, porque aqui É O LUGAR PRA ISSO"! Enfim, foi uma situação muito escrota, mas bem engraçada, hehe!
P.S: A menina quase mordeu o "meu garoto" com o susto! 
Vulva: As suas festas atraem massivamente o público GLBTTS , a que você deve tamanho sucesso? Boa música? Um ambiente digamos, acolhedor e aberto a tod@s? O diferencial das suas festas?
Lindoth: Modéstia à parte, acho que muito disso é motivado pelo jeito que eu trato todas as pessoas. Sempre fui muito mente aberta com qualquer tipo de postura sexual. Sempre tive amigos gays e frequentei lugares com todo o tipo de público, sem preconceitos. Acho que o fato de tratar o público gay como "iguais" faz com que eles voltem e ainda divulguem as minhas festas. Eu sei que soa tosco isso de "tratar como igual" porque é ÓBVIO que isso natural. Afinal, ELES SÃO IGUAIS, UÉ! O problema é que na prática o mundo não é assim, né. Já ouvi muitas histórias absurdas em que meus amigos foram destratados em festas, inclusive em lugares que já toquei. Enfim, jamais irei admitir esse tipo de coisa rolando nas minhas festas. Uma vez um fã da Bagaceira e da Matinê Dezoito veio me perguntar, via Facebook, se poderia ir "montado". Ele curte se vestir mulher e perguntou se teria algum problema. Respondi de cara que não e que se alguém falasse alguma coisa ruim, poderia me chamar que eu colocaria pra fora na hora! Depois de alguns meses, ele apareceu montado. Foi sensacional! =] As pessoas tem que ser felizes do jeito que querem, simples assim.
 Vulva: Para fechar os trabalhos, A titia quer pedir músicaaaa: 
“Evidências” – Chitãozinho e Xororó
“Muito Estranho”- Dalto ( Não sei se rolaria, mas é pedido de nossa Vulva Rainha.)
“Show das Poderosas” Que é o que o povo quer dançar ralando a tcheca na noith.
Lindoth: Pode deixar. Prometidas! o/ Essa do Dalto eu admito que nem tenho, mas vou catar!
Vulva: A titia vai se despedindo, tem algum recadinho para deixar aos nossos leitores?
Lindoth: Quero agradecer aos integrantes do Vulva que me apoiam desde o começo. Vocês são sensacionais e sempre fico muito feliz quando vejo vocês batendo cartão nas minhas festas. Organizar eventos me trouxe não apenas reconhecimento; trouxe também novas amizades incríveis! =]
Ah, e até a Bagaceira, dia 7, e a Cadê Tereza?, dia 15!
Evento Bagaceira: Clique Aqui
Evento Cadê Tereza: Clique Aqui
Vulva: Aguarde-nos também! Beijos da Titia!

segunda-feira, 27 de maio de 2013


Bem gente, Titia vem falar em nome daqueles que defendem a educação sexual nas escolas. Porque todo esse boicote às políticas de saúde voltadas a prevenção de DSTs e AIDS acabam gerando dados como os que veremos a seguir.


Quatro em cada dez jovens brasileiros acham que não precisam usar camisinha em um relacionamento estável. Além disso, três em cada dez ficariam desconfiados da fidelidade do parceiro caso ele propusesse sexo seguro. A informação é da pesquisa Juventude, Comportamento e DST/Aids realizada pela Caixa Seguros com o acompanhamento do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
O estudo ouviu 1.208 jovens com idades entre 18 e 29 anos em 15 estados (Rondônia, Amazonas, Pará, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Goiás) e no Distrito Federal. As mulheres correspondem a 55% da amostra e os homens, a 45%.
O estudo foi repassado à Agência Brasil para divulgação antecipada hoje (1º), Dia Mundial de Luta contra a Aids. A pesquisa será oficialmente lançada na próxima segunda-feira (5).
Ao todo, 91% dos jovens entrevistados já tiveram relação sexual; 40% não consideram o uso de camisinha um método eficaz na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DST) ou gravidez; 36% não usaram preservativo na última vez que tiveram relações sexuais; e apenas 9,4% foram a um centro de saúde nos últimos 12 meses para obter informações ou tratamento para DST.
Os dados mostram que falta aos jovens brasileiros o conhecimento de algumas informações básicas, já que um em cada cinco acredita ser possível contrair o HIV utilizando os mesmos talheres ou copos de outras pessoas e 15% pensam que enfermidades como malária, dengue, hanseníase ou tuberculose são tipos de DST.
Em entrevista à Agência Brasil, o coordenador da pesquisa, Miguel Fontes, destacou que o grau de escolaridade dos jovens também influencia na adoção de atitudes e práticas responsáveis em relação ao sexo seguro. Outra constatação, segundo ele, é que ter pais ou profissionais de saúde como principais fontes de informação sobre sexo é um fator determinante para que os jovens adotem melhores práticas em relação a DST.
“Notamos que os jovens menos vulneráveis são aqueles que conversam com os pais sobre sexualidade e que têm maior escolaridade. Mas pouquíssimos conversam com os pais sobre isso e a maioria não está estudando, repetiu alguns anos na escola. Embora eles não percebam, essa vulnerabilidade em relação à aids existe e é latente”, disse.
As recomendações feitas pelo estudo incluem maiores investimentos em conteúdos de qualidade sobre sexo e aids na internet; programas sociais que tenham a juventude como público-alvo e que envolvam a família dos participantes; estreitar laços com professores que trabalham com jovens, a fim de proporcionar algum tipo de formação ou capacitação para tratar temas relacionados a DST e aids; e massificar a informação de que existe uma relação direta entre o consumo de álcool e o aumento da vulnerabilidade dos jovens em relação ao sexo seguro.
“No lugar de campanhas massivas na TV e no rádio, precisamos de canais diretos na internet. Ela age hoje como um gancho muito forte e é necessário levá-la em consideração como uma ferramenta educativa, além de reforçar o papel dos pais, fonte de educação mais confiável, e dos profissionais de saúde. Muitas vezes, os amigos são a principal fonte de informação do jovem, mas isso não implica em um melhor nível de conhecimento”, ressaltou o coordenador do estudo.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que os brasileiros com idade entre 15 e 29 anos representam 40% da população, totalizando 50 milhões de jovens. Levantamentos do Ministério da Saúde mostram uma tendência de crescimento de novas infecções pelo HIV nessa faixa etária desde 2007, chegando a 44,35 registros para cada grupo de 100 mil pessoas.
Atualmente, entre 490 mil e 530 mil pessoas vivem com HIV no Brasil. Dessas, 135 mil não sabem que têm o vírus. A incidência da aids no país, em 2011, chegou a 20,2 casos para cada 100 mil habitantes. No ano passado, foram registrados 38,8 mil novos casos da doença – a maioria nos grandes centros urbanos.

Como visto no Yahoo Notícias.

É amigues, é nessas horas que percebemos a falta que fazem os trabalhos de conscientização e educação sexual, investimento ao qual o país e principalmente sua população paga caro. Especialmente notando que a desinformação muito tem haver com a falta de escolaridade, ou seja amigues. GOVERNO DA PORRA, VAMOS INVESTIR NA EDUCAÇÃO! Todos esses trabalhos de boicote dos fundamentalista do governo às políticas de educação sexual e suas vertentes: esclarecimento de temas como a identidade de gênero, igualdade e respeito nas relações entre outros, já estão gerando um problema grande para o nosso país. 

Nós, como sempre, sabemos que uma das maneiras de combater tudo isso é compartilhar conhecimento, e o que não falta na internet é conhecimento meuzamores, então, vamos aprender a usar camisinha com a titia? Se já sabe, ensina pros priminho, pras priminha e até pro tio recém separado, que tá acostumado com papai e mamãe garantido e agora vai voltar a procurar a caça na noite, sem saber usar o prastiquinho...

Primeiro, a camisinha feminina, porque as mulheres não precisam pedir pr@s parceir@s usarem, elas mesmas podem deixar a xaninha preparada para serem felizes, sem correr riscos...


E também, usomem, ou seres possuidores de pênis, vamos aprender a deixar a porra no saquinho?

Enquanto a titia Dilma não resolve esses problemas, vamos multiplicar conhecimento amores! Uma forma disso é compartilhar nosso link pelo mundo da internet! E se quiser nos chamar para dar uma palestra, conversar sobre o assunto, também estamos à disposição lindes.

É amigues, nem tudo são flores! Mas só nós podemos mudar isso tudo... Beijos da Titia! 

terça-feira, 21 de maio de 2013


Esses dias tenho observado uma amiga do Vulva q vem postando fotos das chamadas barrigas negativas, que viriam a ser aqueles abdomens que de pé tem o visual que nós mortais conseguimos quando deitados e murchando a barriga (as vezes eu, nem isso). Aí eu me coloco na posição de ser constituído de inteligência e com capacidade de pensar, perdida nesse universo, reflito: MAS QUE CARALHO HEIN! QUE MERDA, já não bastasse querer ser magra a todo custo, agora, ainda tem que ter essa bendita/maldita barriga negativa, a que preço?!
Imagem
!Essas indústrias que promovem os padrões estéticos são muito cruéis com as mulheres que não conseguem se adequar ao que eles ditam como lindo, beautiful e perfect. Primeiramente, quando não nos adequamos e não nos enquadramos nos padrões, não nos sentimos aptos a atrair/agradar o outro, e, a culpa disso fazem-nos acreditar que é nossa mesmo. Afinal de contas, estamos nós falhando como seres humanas [ou objeto de consumo e desejo para a espécime], como mulher, já que nossa obrigação na terra deve ser essa, não é?! Atrair o sexo oposto, casar, procriar e manter essa raça humana que afunda mais a cada dia.  Seriamos nós -mulheres normais aos olhos do mundo- relaxadas, descuidadas e sem amor próprio (ou qq coisa do tipo) por não atingirmos o padrão esbelto e esguio e 0 porcento de gordura? Em qq banca de jornal q vc vá, dos bairros mais periféricos aos mais rycos e centrais há inúmeras publicações que incentivam as mulheres a quererem cada vez mais um corpo, que eles, julgam como perfeito. Quem nunca foi a sites femininos em busca de dicas e dietas p secar barriga, não sabe a auto-estima elevada que tem. Esse povo fábrica um padrão de beleza tão inalcançável para a maioria das mortais, nós mulheres comuns, que estas que vão querer alcançar vão morrer numa grana em tratamentos estéticos, lifting, chás 7 ervas, spirulina e o caralho a 4, e claro, comprando essas revistas que nos faz odiar nosso corpo a cada comparação feita, enriquecendo os editores e seus anunciantes. 


Imagem  
Marilyn Monroe é que era feliz, além de linda, com curvas, com barriga saliente, sexy, charmosa e cheia das lascividades. A nós só nos resta romper com tudo isso e viver como Galeano sugere que o nosso corpo realmente quer que seja, que ele seja uma festa, uma festa constante, sem policiamento estético exagerado por parte de ngm, a não ser de nós mesmas, referente ao que nos agrade e achamos bonito ;)  


Imagem


Ps.: Não que alguns homens tbm não sofram com esse tipo de cobrança em relação a sua estética e padrão de beleza exigido e estabelecido, mas a cobrança em cima das mulheres, convenhamos, é infinitamente maior.

Esse mundo moderno vem trazendo uma série de novas nomenclaturas e conceitos, e as vezes nós nos pegamos atordoados com tanta informação. Alguns acham isso uma coisa ruim, dizem que a internet faz com que as pessoas não se aprofundem nos assuntos e blá. Isso pode ser até real em alguns momentos, mas o fato é que é melhor ser bombardeado com informações a todo momento do que permanecer alheio às realidades.
Sobre o tema do post dessa semana, vamos falar sobre gênero! Esse bicho de nove cabeças, que parece ser enorme porque não se encaixa na cabeça de muita gente.
Esse post nasce da revolta de ver, na maioria das notícias envolvendo travestis, o uso do pronome se referindo ao sexo biológico daquela pessoa. Dá uma raiva monumental, sabe? É mais ou menos a mesma coisa que a gente sente quando alguém troca nosso nome, mesmo conhecendo a gente, sabendo quem somos. Dá uma agonia, um sentimento de não reconhecimento.
É tão difícil compreender que aquela pessoa se entende numa identidade de gênero diferente da que você espera que ela se identifique? Vamos sair da caixinha minhagente!
Caixinha
Quando você vê um homem automaticamente imagina que ele tem um pênis e sente atração por mulheres, né? E quando vê uma mulher, parece óbvio que ela tenha uma vulva e fique loooouca louquinha num pênis, correto? Pois é, destrua tudo isso da sua mente. É hora de sair da caixinha!
homem gravido
Órgão genital, identidade de gênero e orientação sexual são coisas distintas. Acontece que nossa sociedade criou uma relação entre esses três fatores, e estabeleceu um padrão de conduta pra gente. Se você nasceu com um pênis, já é esperado que você se identifique com o gênero masculino e que queira mergulhar numa vulva. Só que não é bem assim que a banda toca. O fato de ter um pênis não quer dizer que você venha a se entender como um ser masculino. O pênis é o órgão genital, o fato de se identificar como masculino, feminino ou ambos é identidade de gênero.
Exemplificando (porque a gente é pedagoga e adora ilustrar): a pessoa travesti é alguém que nasceu com determinado órgão sexual e se identifica com o gênero oposto ao que a sociedade impõe à pessoas que tem tal órgão. Se é uma travesti, nasceu biologicamente com um pênis e se identifica com o gênero feminino. Se é um travesti, nasceu biologicamente com uma vulva e se identifica com o gênero masculino.
Mas a caixinhas ainda não se abriu completamente. Até aí a maioria das pessoas consegue entender (apesar de muitas se recusarem a tratar a pessoa com o pronome condizente com o gênero que ela se identifica). Beleza, pessoa nasceu com pênis e se identifica com o gênero feminino, então ela sente atração por homens, correto? NÃO BABY. O fato dessa pessoa se identificar com o gênero feminino nada tem a ver com a orientação sexual dela. Assim como uma pessoa que nasceu com vulva e se identifica com o gênero feminino (vulgo mulheres biológicas, e eu detesto esse termo) podem ter orientação homo, hétero, bi, pan ou nenhuma, a mulher travesti também se dá a esse luxo, DÁ LICENÇA? Nem toda mulher sente atração por homens, seja ela trans ou nascida com vulva. E o mesmo com os travestis. O fato de se identificar com o gênero masculino não obriga a pessoa a querer lamber uma vulva.
Image
Deu pra aquendar a diferença entre órgão genital, identidade de gênero e orientação sexual? Nós que somos zuuuper inteligentes (só q n) desenvolvemos esse tema num trabalho que escrevemos e apresentamos ano passado no X ENUDS (Encontro Nacional de Diversidade Sexual). Nesse trabalho, trazemos a expressão “congruência total de gênero”, que diz respeito justamente a essa imposição social doida que cria um padrão que conecta essas três esferas e faz com que qualquer que fuja a um dos três níveis de congruência sofra marginalização e exclusão social.
A hora de sair da caixinha é agora! Liberte-se, e permita a liberdade. Queremos um mundo fúcsia, um mundo colorido! Um beijo sabor diversidade pra vocês MUAX.